Quem são as mulheres da Limpeza Profissional?

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Webinar da Abralimp apresentou a história de cinco mulheres que fazem a diferença no segmento

Lugar de mulher é onde ela quiser, e a Limpeza Profissional está repleta de mulheres empoderadas que estão escrevendo uma nova história dentro do setor. Por isso, na Semana da Mulher, a Abralimp realizou um webinar especial para homenagear essas vencedoras e compartilhar um pouco das vivências, superações e trajetórias de cinco delas:

Michele Liviero, Key Account manager da Diversey; Graziela Lourensoni, gerente de produtos da Makita e diretora de Marketing da Uniabralimp; Carolina Mello, CEO do Grupo Milclean e presidente da Associação Brasileira de Recursos Humanos da regional do Vale do Paraíba; Cleusa Moreira, diretora Financeira da Centerllimp; e Aline Simioni, gerente de Marketing e Administração de Vendas da Spartan Brasil; com mediação da jornalista Fernanda Nogas, da revista Higiplus.

Setor predominantemente masculino?

Michele conta que, quando entrou para a Limpeza Profissional, em 2002, o cenário tinha muito mais homens trabalhando nas áreas Comerciais dos fabricantes de químicos. “Quando comecei, eu era a única mulher do time de vendas da empresa, então de cara já tive o desafio de romper essa barreira, de quebrar paradigmas”. Mas, ao longo de quase 20 anos, muita coisa mudou: “Tenho visto cada vez mais mulheres conquistando espaço no nosso segmento e alcançando posições de liderança”.

Michele acredita que a vantagem da mulher está em perceber de forma mais minuciosa coisas que, às vezes, passariam despercebidas para o público masculino. “Isso é um diferencial, cria um relacionamento de confiança com o mercado e com os clientes, e faz com que nós acabemos por nos tornar referências”.

Para ela, ser uma mulher de sucesso no setor significa, antes de tudo, fazer o que gosta. “Cada dia há um desafio novo e é isso que me encanta, que me motiva. Quando você é feliz no que faz, vai entregar resultados cada dia melhores”. E fecha com um recado: “Mulheres, sejam aquilo que vocês vieram ao mundo para ser: vencedoras, fortes e guerreiras, porque vocês conseguem chegar a qualquer lugar que desejarem”.

Na mesma equação: filhos, carreira, ausência e pandemia

É fato que ser mulher é equilibrar muitos papeis, e não raro os papeis de profissional e mãe precisam caminhar juntos. Mas, como fazer para que os filhos compreendem nossa ausência? Para Graziela, isso nunca foi um problema. “Minha carreira sempre envolveu muitas viagens, e me sinto bem confortável em relação a isso”. Certamente o que faz tudo funcionar é uma estrutura familiar que ajuda a conciliar a rotina, mas Graziela também aponta que ausência se resolve com muito diálogo.

“Meus filhos têm idades bem distintas – um de 13 anos e uma de 7 – e já cheguei a ficar fora em viagens internacionais por até duas semanas. Então, a cada viagem existe muita conversa, pois existem ansiedades e a questão do tempo, que os dois sentem de formas muito diferentes. Mas também sei que passar por isso os faz muito mais independentes”. Com a pandemia, uma série de novas atividades passaram a fazer parte da rotina feminina – cuidar da casa, ser professora – além de precisar administrar o lado profissional. No caso de Graziela, durante a pandemia, ela foi uma das que esteve na linha de frente. “Enquanto muita gente estava em casa, eu estava em campo, demonstrando produtos dentro de hospitais. Então, o grande motivador para equilibrar tudo isso, foi saber que eu estava fazendo o que gosto. Tudo fica mais fácil quando você está fazendo algo com um propósito. E é um grande orgulho olhar para trás hoje e ver o quanto consegui realizar nesse último ano”.

Não tente ser a mulher-maravilha

Além de mãe, CEO, presidente regional da Associação Brasileira de RH, Carolina também acabou, sem querer, se tornando Influenciadora Digital, com mais de 25 mil seguidores no Instagram e mais de 15 mil no LinkedIn. E decidiu usar suas redes sociais como ferramenta de empoderamento feminino.

“Embora eu tenha uma boa relação com meu ex-marido, como moramos em cidades diferentes, acabo cuidando sozinha dos meus dois filhos. Eu saio de casa sete e meia da manhã, às vezes só volto às oito da noite, e sempre digo a eles: ‘Filhos, é o que tem para hoje…’, pois a tendência das pessoas é sempre nos ver como a mulher-maravilha e nós mesmas acabamos por achar que podemos dar conta de tudo. Mas a verdade é que todas nós somos passíveis de erros, cada escolha sempre implica uma renúncia e não existe perfeição. Procuro falar muito sobre isso nas minhas redes sociais”.

Carolina acredita que, por não usar as redes com objetivo financeiro, consegue mostrar com mais liberdade o seu dia a dia real, o que faz com que muitas mulheres (maioria do público entre seus seguidores) se inspirem em sua história de vida. “Faço questão de compartilhar que não tenho uma vida perfeita, para vermos que todas as pessoas têm problemas. Gosto de me posicionar dessa forma porque o mundo virtual pode ser muito perigoso, fazendo com que as pessoas acreditem em uma realidade que não existe. Por isso, sou muito real nas minhas redes sociais. Quero mostrar que precisamos deixar de lado a ideia de perfeição e entendermos que estamos fazendo o nosso melhor enquanto mulheres”.

“As meninas são mais fortes…”

Cleusa vem da área da Informática, mas desde cedo descobriu que o que gosta mesmo é de trabalhar com gente. “Apesar de pender muito para a área Administrativo-financeira, sempre fui multidisciplinar, sempre gostei de artes, então um dos grandes momentos que tive na minha carreira foi quando trabalhei em uma produtora de TV, ao lado de intelectuais, jornalistas e artistas. Isso me agregava enquanto profissional, enquanto mulher e, também, enquanto mãe. Uma vez ouvi uma frase que dizia que ‘A arte proporciona outras formas de ver o mundo’. Então, sem dúvida, ter essa oportunidade de trabalho foi algo muito rico e que me realizou por fazer parte de um espaço com tanta diversidade”.

Ainda no início da carreira profissional, Cleusa também teve de enfrentar um desafio extra: a chegada da filha, que nasceu prematura, com apenas seis meses de gestação. “Fui mãe muito nova, tinha apenas 24 anos e minha filha foi prematura extrema, ficou entubada, passou dois meses na UTI. Então, quando voltei a trabalhar, naturalmente veio uma grande culpa. Em especial porque eu mesma fazia questão de acompanhar tudo relacionado a ela, aos cuidados, ao ganho diário de peso. Foi muito duro voltar a trabalhar, mas foi com isso que aprendi a valorizar ao máximo a hora em que voltava para casa e estava com ela”.

Hoje, Cleusa diz com muito orgulho que nunca levou trabalho para casa, mas conta que, sempre que possível, criava um ambiente de “casa” no trabalho: “Sempre me envolvia com as pessoas, porque gosto de ouvir histórias, de saber o que as pessoas têm a dizer. E também compartilhava tanto sobre os meus filhos que, quando eles chegavam nos locais onde eu trabalhava, parecia que as pessoas já os conheciam há tempos”.

Sobre o papel feminino, Cleusa completa: “Nós, que somos mulheres, temos de ter a sabedoria de estar por inteiro em cada papel que desempenhamos, em cada lugar. Nunca vou esquecer de que, quando minha filha nasceu, perguntei à enfermeira se era menino ou menina, ao que ela respondeu: ‘Mãe, é uma menina, que bom! Porque as meninas são sempre mais fortes…”

Workaholic e mãe de trigêmeos

Para Aline, o projeto da maternidade sempre foi adiado em função do trabalho. “Eu amo trabalhar. Sempre trabalhava doze, quatorze horas por dia nessa rotina intensa que é o nosso mercado, e estava tudo bem! Sempre tive toda a minha vida planejada e, se algo saía da rota, rapidamente eu recalculava e seguia em frente”.

Ela também nunca romantizou a maternidade. “Eu até desejava ser mãe, mas não era algo como ‘Nasci para isso’. Então, quando comecei o tratamento para engravidar, a ideia era fazer uma única tentativa, mesmo sabendo que só havia 7% de chances de dar certo”. Mas tudo mudou quando, no ultrassom, ela soube que seria mãe de trigêmeos. “O susto foi tão grande que voltei de São Paulo a Campinas chorando, porque agora não havia mais como replanejar ou recalcular minha rota”, conta rindo.

Quando a “Aline workaholic” começava a se acostumar à ideia da maternidade tripla, veio a pandemia. “O trabalho era meu conforto naquele momento, já que havia ficado impossível planejar minha vida pessoal. E, de repente, fui obrigada a sair do ambiente de trabalho e ficar em home office. Aí tive que me reinventar, lidar com a ideia dos trigêmeos, aprender a trabalhar em casa, tanto que trabalhei até a véspera de os bebês nascerem. Em compensação, no dia em que me tornei mãe, foi a melhor coisa que aconteceu na minha vida”.

Embora tenha ganhado uma responsabilidade tripla, Aline nem cogita a possibilidade de deixar de trabalhar. “Sendo mãe, eu descobri uma proporção de amor que eu nem sabia que existia. Mas, por mais que eu os ame, ainda sou mulher, ainda vive em mim a Aline workaholic, e não tenho dúvidas de que uma mãe boa é uma mãe feliz. E, para estar feliz, não posso deixar de lado a profissão que eu amo”.

Sobre a questão feminina, em especial no segmento de Limpeza, Aline comemora que a cada dia haja mais mulheres ganhando espaço no mercado, mas lembra que homens e mulheres não são iguais. “O que temos que buscar é a equidade: as mesmas oportunidades, os mesmos salários, um mundo em que homens e mulheres sejam tratados com o mesmo respeito”.

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Fonte: ABRALIMP.

Foto/Divulgação: ABRALIMP.



Fonte: Revista Higiplus

Tags: sempre mulheres profissional mulher mãe

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