Pesquisadores desenvolvem sensor que consegue identificar a presença de adulterantes em leite

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O Goiás é o quarto maior produtor de leite do Brasil e, atualmente, detém 10,8% da produção nacional, segundo dados da Federação da Agricultura e Pecuária do estado. Atenta à necessidade de certificação da qualidade do leite produzido e às tentativas de falsificação que o produto sofre, a mestranda em Química Analítica da Universidade Federal do Goiás (UFG) Bárbara Guinati se juntou a uma equipe para desenvolver um sensor de baixo custo que consegue identificar a presença de adulterantes em amostras de leite.

Os sensores são feitos de papel e polaseal, material que costuma ser usado para laminar documentos pessoais. A geometria do dispositivo tem quatro zonas: três delas são usadas para a detecção dos adulterantes e uma para aplicação de amostras. O sensor proporciona uma análise fácil e rápida, além de ser sustentável, pois não usa grande quantidade de reagentes ou amostras e pode ser facilmente descartado.

A detecção é feita por meio de uma reação colorimétrica. Quando há adulterantes presentes na amostra, eles entram em contato com os reagentes colocados nas zonas de detecção. Após a reação, há a formação de um produto com coloração diferente da inicial. A intensidade da cor também varia de acordo com a quantidade de agentes falsificadores. O sensor é capaz de constatar a presença e a concentração de três tipos de adulterantes: neutralizantes, ureia e o peróxido de hidrogênio.

O projeto conquistou o primeiro lugar da premiação da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC) de Goiás, fato que animou ainda mais a equipe a seguir adiante.

“Foi muito satisfatório ver o reconhecimento deste trabalho que passamos dois anos desenvolvendo. Somos extremamente gratos por isso”, conta a pesquisadora. Agora, a equipe pretende dar início ao processo para patentear o dispositivo e ver o sensor disponível no mercado futuramente.

Parceria com a Química

A história de Bárbara com a Ciência começou em 2011, quando ela ingressou no curso Técnico em Química integrado, durante o ensino médio no Instituto Federal de Goiás do Campus Inhumas. “Dentre os cursos oferecidos, decidi escolher Química por ter afinidade com a área de ciências. A partir daí, fui tendo mais contato e a cada dia que passava tinha certeza de que era a profissão que queria seguir”.

Após finalizar o ensino médio, Bárbara prestou alguns vestibulares para Química e foi aprovada em quatro universidades. Optou pela Universidade Federal de Goiás, em Goiânia. “Lá tive o prazer de ingressar como aluna de iniciação científica, o que despertou em mim o gosto pela pesquisa”, lembra. Ao final da graduação, ingressou no curso de mestrado.

Ela relata que o intuito principal dos trabalhos que executa no laboratório é buscar formas de facilitar e até mesmo tornar mais acessíveis e fáceis vários tipos de testes, seja para monitoramento de produtos comerciais ou até mesmo alguns tipos de diagnósticos para pesquisadores e para a comunidade. “Acredito que meu trabalho é imprescindível para que produtos diversos cheguem até o consumidor com a certeza da qualidade”, finaliza.

Fonte: CFC - Conselho Federal de Química

Tags: química goiás leite sensor adulterantes

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