Indústria de embalagens flexíveis com desempenho superior – ABIEF

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Do início da pandemia até agora, meados de novembro, a indústria de embalagens plásticas flexíveis tem mostrado que não brinca em serviço. Garra, determinação e principalmente adaptação são os principais adjetivos para definir este setor que mantém firme seu compromisso com a sociedade e com a atividade industrial: não deixar faltar embalagens especialmente para produtos essenciais como alimentos, bebidas, medicamentos e itens de higiene e limpeza, pessoal e doméstica.

E, felizmente, os esforços não foram em vão. Estudo recém divulgado pela W4Chem, feito com exclusividade para a Abief, indica que a indústria de embalagens flexíveis apresentou desempenho superior ao da indústria como um todo no 30 trimestre do ano. A justificativa reside na aplicação das embalagens flexíveis justamente nestes itens de primeira necessidade.

A estrela do mercado continua sendo a indústria de alimentos que manteve o bom desempenho verificado nos últimos meses e que praticamente não sofreu alteração com a pandemia da Covid-19. Interessante notar que houve momentos em que os alimentos de indulgência, como doces e snacks, foram largamente consumidos, favorecendo, uma vez mais, as embalagens flexíveis.

Plástico Moderno -

Rogério Mani, presidente da Abief

Contudo, identificamos que, no terceiro trimestre, a recuperação da atividade industrial foi mais generalizada e que os consumidores também voltaram a comprar outros itens, impulsionados, principalmente, pelo auxílio emergencial concedido pelo governo.

Neste cenário, o setor de flexíveis produziu o equivalente a 562 mil toneladas de embalagens, que representa uma alta de 8,8% em comparação ao trimestre anterior. No acumulado de janeiro a setembro de 2020, a produção chegou a 1,588 milhão de t; as importações totalizaram 50 mil t e as exportações 94 mil t.

A indústria de alimentos continuou sendo o principal cliente e absorveu, no período, 203 mil t de embalagens plásticas flexíveis. Na sequência, os principais clientes do setor foram as aplicações industriais, com um consumo de 98 mil t de embalagens flexíveis; os descartáveis, com 68 mil t, e as bebidas, com 56 mil t.

As embalagens multicamadas foram as mais representativas no universo das flexíveis no terceiro trimestre de 2020, respondendo por 185 mil das 562 mil toneladas produzidas. A segunda maior aplicação vem das embalagens monocamada, com 154 mil toneladas, seguidas por filmes shrink (encolhíveis), com 75 mil t.

Foram produzidas 10% mais embalagens com PEBD (polietileno de baixa densidade) e PEBDL (polietileno linear de baixa densidade) no terceiro trimestre do ano em comparação ao segundo trimestre, representando 416 mil t. Com PEAD (polietileno de alta densidade) a alta foi de 8,3% (65 mil t) e com PP (polipropileno) mais 3,7% (81 mil t). Matérias-primas recicladas tiveram uma participação de 5% (30 mil t) no volume total (562 mil t).

O desempenho do setor só não foi superior porque vivenciamos, no período avaliado, uma redução drástica da oferta de matérias-primas como resinas e outros insumos (aditivos e pigmentos) e embalagens de outros tipos (caixas de papelão). Isso levou as indústrias do setor a atuar com estoques reduzidos, o que comprometeu a capacidade de produção.

A expectativa é que o setor mantenha esse ritmo até o final do ano. Não é esperado um crescimento significativo em relação a 2019, mas torcemos e estamos trabalhando fortemente para aliviar possíveis perdas. Mas é preciso lembrar que boa parte deste desempenho positivo será determinada pela atuação da indústria petroquímica. A indústria do plástico simplesmente não tem como absorver novos aumentos no preço das matérias-primas, nem tão pouco lidar com um possível desabastecimento das mesmas.

O estudo da W4Chem para a Abief estima que as vendas internas de poliolefinas tenham aumentado cerca de 23% no terceiro trimestre de 2020, em comparação ao segundo período, e 1% na comparação com o terceiro trimestre de 2019.

Só não podemos nos esquecer que a oferta restrita de resinas no mercado interno resultou em momentos difíceis para algumas empresas produtoras de embalagens, que necessitaram buscar matérias-primas alternativas.

Texto: Rogério Mani

Rogério Mani é presidente da Abief – Associação Brasileira da Indústria de Embalagens Plásticas Flexíveis.

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Desde sua criação em 1977, a ABIEF mantém firme o propósito de defender os interesses da indústria brasileira de embalagens plásticas flexíveis. E os mecanismos para tal evoluíram junto com a entidade nestes 41 anos. Hoje todo o planejamento estratégico da ABIEF é permeado por conceitos de compliance e pela total transparência junto aos seus associados, ao mercado e à sociedade.
A ABIEF busca ainda a permanente adequação às novas diretrizes dos mercados nacional e internacional, renovando, diariamente, o compromisso assumido com os principais objetivos traçados em sua criação.
Mais informações: http://abief.com.br/home

Fonte: Plastico.com.br

Tags: indústria embalagens trimestre flexíveis abief

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