Higicon: Palestra de encerramento – Pe. Carlos Alberto Contieri – Ressignificando nosso papel no mundo

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Coube ao Padre Carlos Alberto Contieri, diretor do Páteo do Collegio (relevante marco histórico e cultural da capital paulista) proferir a palestra de encerramento da 27ª Higiexpo, que aconteceu 100% digital entre os dias 17 e 25 de agosto.

O religioso abriu sua apresentação agradecendo o empenho de profissionais e empresas durante o período da pandemia, discorrendo na sequência sobre a importância de ressignificar nosso papel no mundo diante de uma situação inédita. “É possível pensar que dar um significado ou sentido a nossa presença no mundo é um processo”, observou ele.

“Ressignificando nosso papel é a confissão do reconhecimento de que somos responsáveis e temos um compromisso com o mundo que nos foi dado como lugar de habitação. E a pergunta é: qual é o nosso papel comum?”, indagou, para enfatizar que cabe a todos a responsabilidade e cuidado.

Contieri lembrou que a pandemia nos fez redobrar os esforços para proteger a vida e preservar o planeta. “A limpeza é absolutamente fundamental para superar a Covid-19”, disse o palestrante, reiterando a importância de encontrarmos um caminho para darmos sentido à existência – enquanto pessoas e empresas.

Centrada em como definir a situação atual e a oportunidade trazida com ela, a palestra trouxe à tona o atual momento de crise. “Como definir o tempo pelo qual passamos para além da pandemia?”, perguntou, para concluir na sequência: “vivemos num tempo de crise – mas não devemos nos assustar”.

Com uma análise etimológica Contieri conclui que crise é uma boa oportunidade para ressignificação. “A grande crise – mãe de todas – é a crise de sentido. A humanidade carece de sentido”. Uma das conseqüências disso é a fragmentação, com a falta de um princípio unificador de referência universal, explicou o religioso.

Período de tibieza

Pandêmica e mutifacetada, a crise está presente em todas as áreas da existência humana. Este cenário impõe a acídia às pessoas, trazendo a tibieza e tirando delas a esperança. “A autonomia da consciência fecha o indivíduo sobre si mesmo em nome de uma ideia equivocada de liberdade”, observou.

No entanto, a crise também é de identidade. “A pandemia fez vir à luz um mal estar que já estava presente – a falta de clareza – seja pessoal ou social”, esclareceu o padre. O predomínio do ter sobre o ser faz com que a humanidade esteja privada de um ideal maior. A falta de liderança, segundo Contieri, resulta na falta de inspiração e resposta global coordenada para a atual situação. “Sem solidariedade não haverá um mundo melhor”, constatou ele, listando ainda o medo como um entrave no atual contexto. “Ele é mais forte, mas nos seduz e envolve”

Esperança

Mas nem tudo está perdido. Esta pode ser uma oportunidade. “Onde buscar e encontrar a esperança, força e coragem?”, perguntou. “Precisamos encontrar dentro de nós as motivações para dar sentido ao dia a dia da nossa vida”, ensinou, para acrescentar. “A coragem é o antídoto do medo”.

“A esperança é a resposta à incerteza”. Com esta afirmação o palestrante lembrou das limitações da humanidade, para, no entanto salientar que o sucesso depende das decisões humanas.

“Neste sentido, a limpeza é uma forma de cuidar dos outros. A atenção e promoção de uma cultura de cuidado é um caminho para todos que estão à procura de um sentido e de seu papel no mundo”, finalizou.

Fonte: ABRALIMP.

Foto/Divulgação: ABRALIMP.



Fonte: Revista Higiplus

Tags: crise mundo papel contieri sentido

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