Higicon: Painel – Gestão da crise na Covid-19

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Líderes do setor falaram sobre as medidas tomadas para enfrentar o cenário criado pela pandemia

Mediado pela jornalista Fernanda Nogas, o penúltimo painel do segundo dia da 27ª edição do Higicon e da 28ª edição da Higiexpo foi sobre um tema de interesse geral: a gestão da crise da Covid-19 pelas empresas do setor de serviços. O papel protagonista do segmento foi destacado por todos. Os painelistas convidados foram o presidente da Abralimp, David James Drake; Fábio Busian, do Siemaco/SP; João Batista Diniz Júnior, presidente da Central Brasileira do Setor de Serviços (Cebrasse) e o presidente da Febrac, Renato Fortuna.

No debate os convidados compartilharam, com o público, informações e vivências do mercado durante a pandemia. “As associações, junto com a Abralimp, foram todos muito proativos e tiveram, e têm, grande um papel neste período de pandemia”, ressaltou David James Drake.  E o investimento no diálogo entre as partes, com a intermediação madura dos dirigentes sindicais, foi primordial. Durante a pandemia esse aspecto foi ressaltado tanto na luta pela vacinação ampla, como na busca de consenso nas negociações das convenções coletivas e nas medidas adotadas pelos governos de socorro financeiro a empregados e empregadores.

Para o representante dos trabalhadores em empresas de asseio e conservação, essa atitude foi importante, inclusive, para a preservação da saúde da maioria. Hoje, o Siemaco representa cerca de 120 mil trabalhadores – 33% desses, filiados.

“O sindicalismo amadureceu junto com a sociedade. Os sindicatos, tanto patronal quanto laboral, cresceram muito nesta caminhada. Se colocarmos isso em um contexto de alta rotatividade do setor, é muita gente. E isso é o resultado de um forte trabalho de base e de  diálogo com os setores, inclusive o patronal. Também entendemos que paralisações e greves podem até ser necessárias, mas são o último recurso e é uma saída desgastante. Então, por que não investir em um processo de diálogo constante, para que todos os atores envolvidos saiam ganhando?”, destacou Busian.

A criação de um comitê tripartite de crise, que municiou os sindicatos, também foi relembrada pelo presidente da Febrac, Renato Fortuna. “Logo no início fizemos uma reunião e dele saiu o Comitê do Covid, e dentro dele tínhamos representantes de todas as regiões do país e das áreas parlamentar, jurídica e econômica. Cada um tinha uma função e pudemos fazer um acompanhamento junto aos ministérios e órgãos de defesa do governo. Por sua vez, essas informações eram repassadas para a cadeia. Foi assim que conseguimos a criação do Programa Emergencial de Retomada do Setor de Eventos, o Perse, entre outras foi um respiro para o setor na parte tributária”, avaliou o presidente da Federação.

Segundo João Diniz, a importância da união foi relembrar que ‘a dor era a mesma entre todos’. Hoje, a Cebrasse fala em nome de nove milhões de empregos e 900 mil empresas em todo o país. “Na medida em que nossa base tem entidades que representam um grande número de empresas empregadoras, boa parte dessas terceirizadas e mão de obra intensiva, foi importante chegarmos juntos na hora de apresentarmos nossos pleitos. Uma coisa é chegar só, outra é mostrar a força conjunta. Por exemplo, a Abralimp tinha um grande pleito por vacinação, e nós entramos – enquanto Central – com ações tanto na justiça estadual, como na federal, para garantir a importação de vacinas e a prioridade na vacinação. A Central também tem uma força e presença junto aos poderem administrativos, assim, temos buscado que seja efetivada a prioridade nos planos de vacinação pelo Brasil”, informou.

Ao final, o presidente da Abralimp, David James Drake, lembrou da importância da união – especialmente dos colaboradores – para a realização do evento, este ano em formato virtual. “Está sendo uma grande troca de experiência”.

Fonte: ABRALIMP.

Foto/Divulgação: ABRALIMP.



Fonte: Revista Higiplus

Tags: setor presidente abralimp vacinação junto

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