Ensino da Química em aulas remotas é tema de live

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A pandemia trouxe para educadores e alunos a nova realidade das aulas on-line. Mas como dominar, em tão pouco tempo, todas as complexidades desse novo mundo? Novas ferramentas de ensino, sobreposição entre a vida pessoal e doméstica e, ainda, o desafio de prender a atenção dos alunos e, ao mesmo tempo, ter a certeza de que o conteúdo ensinado está sendo absorvido. Questões como estas foram tratadas em live realizada pelo Conselho Regional de Química da 4ª Região (CRQ), na noite da terça-feira (8).

O evento teve como objetivo contribuir com estratégias que possam auxiliar o professor a fomentar o engajamento e a participação dos alunos nas aulas remotas e, sobretudo, promover uma troca de experiências. 

As palestrantes convidadas para abordar o assunto foram Júlia Rabello Buci, que é professora e coordenadora dos cursos de Química do Centro Universitário Campo Limpo Paulista; e Simone Garcia, doutora em Química e especialista em Neurociência e Comportamento Humano.

A conversa contemplou uma abordagem neurocientífica, com foco nos mecanismos de aprendizado e nas necessidades de uma atuação mediadora do profissional da Química. Isso possibilita a construção de aulas atrativas que estimulem o aprendizado, explicou Simone. Na ocasião, ela deu dicas de como aferir o que o aluno está absorvendo.

“Para que o professor saiba se atingiu o objetivo da aula é necessário mensurar, mesmo que de maneira indireta, os resultados. Por exemplo, ele pode consultar os alunos sobre o que acharam, disponibilizar formulários, quantificar o número de alunos que participaram, solicitar que abram suas câmeras. Assistir à gravação da aula também é uma boa dica para rever como foi o desempenho”.

Reflexões e técnicas foram debatidas ao longo da live. Segundo Júlia, é válido tentar sempre se colocar no lugar dos alunos, começar as aulas com assuntos macro, relacionar os temas da Química ao cotidiano ou à história da Ciência. Citar filmes e séries, fazer perguntas, usar recursos de internet, fazer uso de jogos e, até mesmo, pausar quando o assunto estiver saturado, também foram mencionados como alternativas. Para ela, este é o caminho para ter aulas mais atrativas e incentivar a motivação dos alunos.

“Se tentarmos dar estas características para as aulas, é maior a possibilidade de termos alunos mais engajados, animados e dispostos a aprender mais. Além disso, professores mais motivados e um ensino que leva, de fato, à evolução”. 

Ela ressalta que não se trata de uma fórmula, mas que a troca de experiências e tentativas de aprimoramento são sempre bem-vindas. “Tudo é muito novo, mas vamos nos adaptando, e desenvolvendo técnicas segundo o que as experiências e a Ciência nos dizem. Esta é a melhor forma de ir crescendo e evoluindo”, finalizou.

Confira a live em: https://www.youtube.com/watch?v=okIk_2IRrnY

Fonte: CFC - Conselho Federal de Química

Tags: química live ensino aulas alunos

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