Biossurfactantes são a primeira classe ecologicamente correta

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Artigo técnico – Biossurfactantes são a primeira classe de surfactantes ecologicamente corretos

No último século, a performance de praticamente todos os produtos de limpeza doméstica e cosméticos foi obtida de surfactantes derivados de fontes petroquímicas. Em resposta ao aumento da demanda dos consumidores por produtos sustentáveis, o mercado global de surfactantes, que está em crescimento e hoje representa mais de US$ 40 bilhões, está passando por uma rápida transição para surfactantes verdes que são totalmente biodegradáveis, minimizam as emissões de CO2 e não são prejudiciais para organismos aquáticos ou outros organismos naturais.

No entanto, as primeiras gerações de surfactantes de base biológica desenvolvidas desde 2000 têm enfrentado vários desafios relacionados ao fornecimento e fabricação de matérias-primas que constituem suas credenciais verdes. Acima de tudo, houve poucos, se houve, surfactantes de base biológica que foram capazes de gerar as propriedades funcionais de limpeza e geração de espuma das matérias-primas tradicionais. Para suprir essas necessidades não atendidas do mercado, a Evonik, uma das líderes mundiais em especialidades químicas e inovadora no mercado de biossurfactantes verdes usados em produtos de limpeza doméstica, desenvolveu um novo portfólio de biossurfactantes que atendem aos mais altos padrões em sustentabilidade e funcionalidade.

Uma visão geral dos surfactantes

Surfactantes são moléculas anfifílicas com propriedades de tensão superficial que permitem uma quebra eficiente da interface entre a água e outras partículas. As moléculas apresentam partes hidrofóbicas (repelentes de água) e hidrofílicas (atração à água) que naturalmente se ligam umas às outras para formar micelas esféricas. Cada uma dessas partes trabalha em uníssono, com a cauda hidrofóbica sendo atraída por substâncias como óleo ou sujeira, enquanto a cabeça hidrofílica, em seguida, atrai essas partículas para o núcleo da micela.

Esta reação físico-química, seguida pela rápida dissolução dessas partículas na água, torna os surfactantes ingredientes ativos atraentes para uso com uma gama de aplicações de cuidados pessoais e limpeza. Em produtos como detergentes para louça, os surfactantes podem representar até cerca de 30% do volume total de conteúdo. Sua eficácia funcional desempenha um papel importante na determinação das taxas de preferência da marca entre os consumidores. Assim, o mercado global de surfactantes, avaliado em US$ 40 bilhões em 2020 e que deve aumentar para US$ 52 bilhões até 2025, com um CAGR de 4,5%, é altamente competitivo (referência 1).

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A primeira geração de surfactantes sintéticos era conhecida como alquilbenzeno sulfonato ramificado (BAS). Foram usados desde a década de 1930 até serem eliminados na maioria dos mercados internacionais na década de 1960. Na maioria das regiões do mundo e na maior parte das aplicações, BAS foi substituído por outra classe aniônica de surfactantes conhecidos como alquilbenzeno sulfonato linear (LAS) que tem propriedades de biodegradabilidade superiores.

Derivados do benzeno (petróleo), os surfactantes LAS precisam degradar dentro de quatro semanas, segundo as exigências legais de grande parte dos países. Embora a esmagadora maioria dos LAS possa ser removida da água de abastecimento durante o processamento inicial em estações de tratamento de esgoto, estudos indicam que maiores concentrações de LAS podem ser tóxicas para certos organismos aquáticos e do solo, como bactérias, algas, peixes e crustáceos (referência 2). Além disso, os LAS derivados da petroquímica podem contribuir com emissões de gases de efeito estufa de 2,36 kg de CO2 eq/kg LAS até o fim da vida útil (EoL) (referência 3).

Fonte: Cosméticos, Perfumaria e Higiene Pessoal - Quimica.com.br

Tags: mercado água surfactantes las biossurfactantes

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