Abiove desenvolve ferramenta para acompanhar entregas da soja

1 semana atrás 32 visualizações
LinkedIn

A Associação Brasileira das Indústrias de Óleos Vegetais (Abiove) encomendou à uma companhia especialista na análise de informações para a segurança das operações de crédito, o desenvolvimento de uma ferramenta para uso das empresas comercializadoras de soja que lhes permitirá acompanhar o adimplemento das entregas das vendas antecipadas contratadas junto aos produtores de soja na safra 2020/21, observando todas as legislações pertinentes.

O resultado será uma base de dados sobre as inconsistências no cumprimento dos contratos, semelhante às iniciativas que já existem para proteção do crédito e para cadastros positivos.

Abiove mantém previsão de produção de soja em 132,6 mi de toneladas

“Estamos construindo um projeto piloto para avaliação da performance de produtores de soja na safra 20/21, no que se refere à entrega e cumprimento de contratos de venda antecipada”, explica André Nassar, presidente-executivo da Abiove. “Nosso objetivo é reduzir a assimetria de informações, sendo que a ferramenta dará às empresas informações sobre o volume agregado comercializado por cada produtor”.

As próprias empresas alimentarão diretamente a ferramenta, de forma individual e sigilosa. A companhia parceira, que é uma organização terceira e independente, será a responsável por receber os dados e cuidar da organização das informações, sigilo e adaptação dos dados às legislações vigentes de proteção de dados e de defesa da concorrência. As empresas não terão acesso ao detalhamento dos contratos de seus pares, visualizando apenas a sua própria exposição diante dos volumes totais e agregados de cada produtor. Informações relativas a preços e valores financeiros, bem como a localização da propriedade rural, não serão alimentadas na base de dados.

O setor de soja no Brasil experimenta o maior ciclo de em produtividade e produção nos últimos 14 anos. A Abiove estima que a safra 2021, que começa a ser colhida agora, atinja 132,6 milhões de toneladas, 3,6% acima da safra de 2020.

“Este crescimento é fruto de uma cadeia produtiva forte e moderna, que envolve indústrias e serviços e mobiliza um grande número de empresas e produtores rurais, mas também de um modelo de comercialização e formação de preços ligados diretamente ao mercado internacional”, explica Nassar.

A ferramenta visa fortalecer o sistema de proteção contra riscos de mercado oferecidos pelas empresas aos produtores rurais, por meio dos contratos de venda antecipada com fixação de preços. Sem esse sistema de proteção, a soja brasileira perderia sua liquidez, prejudicando o produtor que faria toda sua venda no momento da colheita. A liquidez disponibilizada ao produtor é passada para frente na cadeia pelas empresas que adquiriram o produto, as quais também vendem antecipadamente os volumes adquiridos.

Esse encadeamento de contratos sucessivos bem amarrados entre si tem se provado o mais eficiente mecanismo de comercialização da produção. O inadimplemento em algum dos elos dessas diversas relações contratuais interconectadas gera não apenas incerteza na entrega final, mas também sérios prejuízos financeiros ao longo da cadeia de produção. Se a confiança no adimplemento se perde e se tal situação se torna um risco sistêmico, toda a liquidez hoje existente na soja vai se perder. “Essa ferramenta veio para proteger os produtores que valorizam a fixação de preços e que honram contratos”, finaliza Nassar.

Fonte: Canal Rural - Agricultura

Tags: empresas soja contratos abiove ferramenta

Leia a notícia inteira