5G: CAMPOS DE TESTE NOS EUA E NO REINO UNIDO AVALIAM BENEFÍCIOS PARA AGRICULTURA

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Em um conjunto de campos adjacentes próximos a uma universidade no oeste rural da Inglaterra, um ambicioso projeto agrícola busca mostrar que é possível plantar, cultivar e colher uma safra de forma autônoma, usando robôs, drones e, potencialmente, a tecnologia 5G.

O caso do uso de 5G na agricultura mostra-se promissor, apesar de a tecnologia de rede super-rápida estar apenas começando a ser aplicada ao mundo agrícola. E alguns gargalos ocorreram nos experimentos iniciais.

Os produtores podem se beneficiar de grandes volumes de dados sobre suas safras, e sensores equipados com o 5G podem ajudar a entregá-los, medindo se o solo precisa de água ou se as plantas estão recebendo sol demais. O streaming de vídeo de alta qualidade em conexões móveis pode ajudar os agricultores a analisar plantações de longe de formas que não seriam possíveis com gerações anteriores da tecnologia dos celulares.

Kit Franklin, professor sênior de engenharia agrícola na Universidade Harper Adams, na Inglaterra, um dos fundadores do projeto de agricultura autônoma chamado “Hands Free Farm”, diz que muitas possibilidades abertas pelo 5G eram atraentes. Então, ele e seus colegas decidiram testar a nova tecnologia de redes cerca de três anos atrás como parte de um programa apoiado pelo governo chamado 5G RuralFirst.

Velho celeiro, nova tecnologia. Franklin imaginou que o 5G poderia simplificar as comunicações das fazendas, fundindo-as em um único link 5G em vez de confiar numa velha mistura entre Wi-Fi e outras transmissões com tecnologia de rádio. Ele também pensou que, por causa da alta velocidade, o 5G poderia ajudar os produtores a deixarem de ter computadores pesados a bordo de tratores e colheitadeiras. Em vez disso, poderiam fazer a análise de números necessária para orientar automaticamente as máquinas em servidores remotos na nuvem. Essas coisas poderiam tornar a agricultura robótica mais confiável e barata.

“Nós dissemos, vamos tirar as coisas inteligentes dos tratores e vamos colocar os aparelhos inteligentes, a tomada de decisão, nas nuvens, onde a computação é barata”, conta Franklin. O caminhão no campo tem um receptor GPS, tem uma câmera e está mandando essa informação para a nuvem e a nuvem está trabalhando nisso”.

A meio mundo de distância dali, em uma fazenda no estado de Washington, nos Estados Unidos, um tipo diferente de experimento de intersecção entre o 5G e a agricultura está em andamento. Ali, um grupo de grandes companhias de tecnologia e a operadora de celular T-Mobile estão juntando forças com o governo de um condado e com produtores em um campo de testes 5G. O objetivo é usar a conectividade 5G para processar dados dos sensores nos campos mais rapidamente do que é possível com o 4G.

Nate Krause, um produtor que está participando do projeto, diz que sua fazenda foi equipada com sensores que medem a umidade no solo e sensores meteorológicos que rastreiam microclimas em seu pomar de maçãs. Usando um aplicativo no celular, ele consegue determinar quando regar as árvores ou protegê-las do sol, e quando pulverizar pesticidas. Tudo isso é alimentado por uma unidade de processamento de dados e uma antena em um velho celeiro.

Ainda não está claro se os investimentos no 5G produzirão retorno para os agricultores. O experimento em Washington ainda está em andamento. O RuralFirst, projeto de Franklin na Inglaterra, uma colaboração entre universidade e o setor privado, tem gerado resultados mistos.

A equipe do Hands Free Farm instalou cabos de fibra ótica próximos a campos para preparar a chegada das antenas 5G, mas atrasos no lançamento do projeto não permitiram que a equipe testasse a tecnologia antes de o período de testes acabar. O grupo também percebeu que parte dos dados que eles queriam poderiam ter sido recebidos com as conexões de 4G existentes, e o projeto já passou a usar a tecnologia da geração mais antiga para controlar sua frota robótica.

Cobertura é a chave. Mais importante do que a velocidade 5G é ter uma cobertura robusta de sinal, analisa Franklin. “Eu não preciso de uma quantidade enorme de transferência de dados para o meu trator robô, mas eu preciso de um link de comunicação confiável. No momento, o que vai parar a automação no ambiente rural são redes de comunicação ruins”, afirma.

Anshel Sag, analista na Moor Insights & Strategy, diz que o crescimento constante da cobertura de 5G, aliado a avanços tecnológicos e novos padrões que permitirão equipamentos de baixo consumo de energia, é um bom presságio para a aplicação da tecnologia na agricultura. O grande obstáculo para o 5G na área é o custo de levar a cobertura para área rurais, diz. Fonte: Dow Jones Newswires.

Data: 26/05/2021
Fonte: Broadcast Agro

Fonte: A Granja

Fonte: ABISOLO - Associação Brasileira das Indústrias de Tecnologia em Nutrição Vegetal

Tags: dados tecnologia agricultura projeto franklin

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