22 de março: Dia Mundial da Água

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Saiba como a Limpeza Profissional pode contribuir para a economia deste recurso

O Brasil é um dos países com maior potencial hídrico do mundo, abrigando 12% de toda a água doce do planeta. Entretanto, quase 100 milhões de brasileiros – 46% da população – não têm acesso à coleta de esgoto. Outro dado alarmante é que o desperdício de água aumentou pelo terceiro ano seguido no país. Segundo o Instituto Trata Brasil, 39,2% de toda a água potável é perdida durante o processo de distribuição. Isso equivale a 7,1 mil piscinas olímpicas de água jogadas fora todos os dias.

Para aumentar a consciência da sociedade, dos governos e do setor privado sobre a importância da conservação e preservação deste recurso tão precioso, foi criado em 1993 pela Organização das Nações Unidas (ONU) o Dia Mundial da Água, celebrado em 22 de março.

Até 14 vezes menos consumo de água

A Limpeza Profissional, sendo um setor que tem na água um importante insumo dentro de seus processos, busca desenvolver iniciativas que favoreçam a racionalização do consumo. Para isso, estimula toda a sua cadeia produtora e de serviços a pensar em soluções que poupem os recursos hídricos. A utilização de máquinas é uma delas.

“Quando falamos em sustentabilidade, analisamos um tripé formado pela viabilidade econômica, social e ambiental. Isso também se aplica a no dia a dia da Limpeza”, aponta André Stopiglia, gerente de Vendas da Nilfisk. “Com a utilização da mecanização para a limpeza, temos ganhos expressivos em qualidade, redução de tempo, economia de água e químicos e, desta forma, conseguimos produzir mais com menos recursos”.

André traz como exemplo o uso de uma mangueira convencional para limpeza, o que consome uma média de 1200 litros de água por hora. Utilizando uma lavadora de alta pressão, este volume cai para 1/3, além de realizar a atividade em muito menos tempo.

“Quando se fala de lavagem de pisos, a melhor solução está nas lavadoras automáticas, que utilizam pouca água por metro quadrado, além de reduzir muito o uso de detergentes”, explica André. “Uma lavadora pequena, com faixa de limpeza de 510mm e 60 litros de tanque, tem uma liberação média de 1,5 litros por minuto. Considerando uma hora de trabalho contínuo, o consumo será de 90 litros – quantidade de água suficiente para lavar espaços de até 1.000 m². Isso significa a redução de 14 vezes no consumo de água”.

Sinergia, produtos concentrados e alta performance

Outra relação que contribui para a diminuição do desperdício de água é a sinergia entre equipamentos e produtos saneantes.

“Os produtos destinados ao setor profissional são desenvolvidos para ter alta performance”, destaca Renan Pioli, da área de Pesquisa e Desenvolvimento da Terpenoil. “O resultado disso é a máxima eficiência, sem a necessidade de utilizar vários produtos para, por exemplo, remoção de sujidades específicas em pisos, o que leva à diminuição na quantidade de produto utilizado e, também, de água”.

Outra vantagem é a apresentação do químico de limpeza em embalagens profissionais concentradas. Há, hoje, desde bombonas de 5 ou 20 litros, até opções de 1000 litros, o que reduz drasticamente a quantidade de plástico – sem esquecer que, para produzir apenas um quilo de plástico, são necessários mais de 150 litros de água.

Diante da necessidade de pensar e aplicar o conceito de limpeza sustentável, há ainda a opção da limpeza a seco, com produtos químicos que não necessitam de enxágue.

Água: insumo essencial para a limpeza

Mas, além da melhor escolha de máquinas e químicos, para promover a economia real de água nos processos de limpeza, é preciso considerar um terceiro elemento nesta equação: a prestação de serviços.

“A água é um insumo essencial à execução das atividades de limpeza, e haverá maior ou menor consumo, dependendo da forma que se opta por realizar o processo de limpeza”, ressalta Carlos Eduardo P. C Mello, diretor Comercial da Montreal Gtec. “Quando é empregada a técnica certa, com o produto correto, o equipamento adequado e com profissionais qualificados, o consumo de água tende a ser otimizado, utilizando-se apenas a quantidade adequada, sem desperdícios”.

Enquanto braço responsável por integrar toda a cadeia de limpeza – uma vez que está na ponta, executando os serviços – as limpadoras detêm o compromisso de aplicar as melhores práticas para que os processos de limpeza cumpram a premissa de ser sustentáveis. “A água é um insumo essencial para a atividade de limpeza; sem ela a ação de higienizar fica comprometida. Mas, com o desperdício, a tendência é que a água se torne cada vez mais cara e escassa, aumentando os custos da limpeza, e o próprio mercado terá de pagar essa conta”, diz Carlos.

Vale lembrar também que, embora o Brasil conte com 12% de toda a água doce do planeta, de alguns anos para cá, é cada vez mais comum passar por períodos severos de estiagem e racionamento. Em 2014, o estado de São Paulo viveu uma das maiores crises hídricas de sua história na qual o sistema Cantareira, que fornece água para cerca de 8,8 milhões de pessoas, chegou a operar com apenas 3,6% da capacidade. De 2017 a 2019, a população do Distrito Federal – localizado na região considerada como “uma verdadeira caixa d’água no coração do Brasil” – precisou conviver com o racionamento e o rodízio no consumo de água. E, em 2020, foi decretada situação de emergência hídrica nos três estados da região sul, com rodízios no fornecimento de água que perduram até os dias atuais.

Por isso, é sim papel do setor privado desenvolver soluções para reduzir sua pegada ambiental. E é o que a Limpeza Profissional vem fazendo: pensado processos com base em um tripé de sustentabilidade ambiental, social e econômica.

Por fim, vale ressaltar também a mudança de olhar que vem ocorrendo por parte dos contratantes. “A sustentabilidade é praticada de diversas formas dentro das organizações, mas a limpeza não era vista como algo que poderia proporcionar uma operação mais sustentável. Daí a importância de observarmos essa mudança no mercado e nos responsáveis pelo Facility Management, na hora de contratar e operacionalizar a limpeza em suas organizações. Cabe a nós, como players desse mercado, fomentar a mudança de cultura, apresentando novas soluções sustentáveis que melhorem os processos e reduzam custos para o cliente”, finaliza André.

Fonte: ABRALIMP.

Foto/ Divulgação: ABRALIMP.



Fonte: Revista Higiplus

Tags: processos consumo água limpeza litros

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